Posts Tagged 'Pensar'

Movimento da Cicatrização

O que eu posso, eu não posso como quero!
Eu posso com menos possibilidades.
Se eu não posso modificar a vida, quero deixar que a vida me modifique.
Se eu não posso mudar o acontecimento,
então eu quero que o acontecimento me modifique.
Isso é reconciliar os contrários.
Isso é descobrir a sabedoria da possibilidade.
Não é do jeito que eu quero,
mas vai ser o jeito que pode!
E aí o meu coração se meche assim como o organismo busca forças
para reconciliar a carne e cicatrizar aquele lugar que está ferido.
Todo o meu organismo se meche,
se volta para aquela urgência.
Todo o meu coração se move na tentativa de descobrir o significado para a vida naquele instante.
E se a gente obedece a essa regra da cicatrização do momento,
a gente acorda melhor no outro dia. Sabe porque?
Porque a ferida parou de sangrar um pouco.
Não significa que a dor deixou de existir dentro de nós,
não significa que o problema deixou de existir, não!
Só que há um jeito diferente de lidar com ele agora,
e eu preciso descobrir que em cada momento da minha vida
há uma ferida a ser cicatrizada,
há uma reconciliação a ser realizada.
E essa é a sabedoria do Evangelho.
Abrir os nossos olhos para que, nós possamos descobrir
qual é a necessidade de cicatrizar hoje.
O que dentro de mim, hoje, eu não tenho direito que amanheça amanhã sangrando.
Porque eu preciso cuidar!
Hoje você não tem o direito de ir dormir sem pensar naquilo que você precisa cicatrizar dentro de você.
Mova seu coração, mova os seus sentimentos, mova sua inteligência na direção daquilo que em você precisa ser cicatrizado.
Não amanheça amanhã do mesmo jeito que você amanheceu hoje.
Não permita que a vida aconteça amanhã para você e que ela lhe encontre do mesmo jeito que você estava hoje.
Permita o movimento da cicatrização!
Permita o movimento da reconciliação!

– Pe Fábio de Melo –

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É mais fácil alcançar sonhos e objetivos quando realmente acreditamos que eles podem se tornar reais!

Quantas chances de viver loucuras memoráveis a gente desperdiça com essa mania besta de pensar…!

Falsas Necessidades

O seu sentimento e o seu pensamento tornaram-se duas coisas diferentes e esta é a neurose básica.
Aquele seu lado que pensa e aquele seu lado que sente tornaram-se dois e você  identifica-se com a parte que pensa e não com a parte que sente.
E sentir é mais real do que pensar; sentir é mais natural do que pensar.
Você nasce com um coração que sente, mas o pensamento é cultivado, ele  é-lhe dado pela sociedade.
E o seu sentimento tornou-se algo suprimido.
Mesmo quando você diz que sente, você apenas pensa que sente.
O sentimento tornou-se morto e isto aconteceu devido a determinadas razões.

Quando uma criança nasce, ela é um ser que sente; ela sente coisas, mas ela ainda não é um ser pensante.
Ela é natural, como tudo o que é natural, como uma árvore, um animal.
Começamos entretanto a moldá-la a cultivá-la. Ela terá de suprimir os seus sentimentos, os se isto não acontecer, estará sempre com dificuldades.
Quando quiser chorar, não poderá fazê-lo, pois os  seus pais a censurarão.
Será condenada, não será apreciada e nem amada. Não será aceita como é.
Deve comportar-se de acordo com determinada ideologia, determinados ideais. Só então será amada.

Do modo como ela é, o amor não se destina a ela.
Só pode ser amada se seguir determinadas regras. Tais regras são impostas, não são naturais.
O ser natural dá lugar a um ser suprimido e aquilo que não é natural, o irreal  é-lhe imposto.
Esse “irreal” é a sua mente e chega um momento em que a divisão é tão grande que já não se pode mais ultrapassá-la.
Você  esquece-se completamente do que a sua verdadeira natureza foi ou é.
Você é um falso rosto; o semblante original perdeu-se.
E você também receia sentir o original, pois no momento em que o sentir toda a sociedade se voltará contra si.
Você, portanto, coloca-se contra a  sua natureza real.

Isto cria uma situação muito neurótica.
Você não sabe o que quer; ignora quais são as suas necessidades reais e autênticas, pois somente um coração que sente pode dar-lhe
a direcção e o significado das suas necessidades reais.
Quando elas são suprimidas, você passa a criar necessidades simbólicas.
Por exemplo, você pode começar a  comer cada vez mais, enchendo-se de alimento, e nunca sentir que está satisfeito.

Você tem necessidade de amor, não de comida.
A comida e o amor, entretanto, estão profundamente relacionados.
Quando a necessidade de amor não é sentida, ou é suprimida, uma falsa necessidade de comida é criada.

Você pode continuar comendo;  posto que a necessidade é falsa, ela jamais poderá ser preenchida. E vivemos entregues a falsas necessidades.
Por isso não há realizações.

– OSHO –

::: A noite, os pensamentos pesam!

Pensar


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