Archive for the 'Ana Letícia Brederodes' Category

Sabe o que é bom mesmo?

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Bom mesmo, é respirar vida. Beber vida. Transpirar vida. Bom mesmo, é se reencontrar. Olhar pra dentro e se reconhecer. Bom mesmo, é acordar com sorriso no canto da boca. É descobrir que amor não é moeda de troca. Bom mesmo, é sentir que os anos passam e, apesar disso, você continua jovem. Bom mesmo, é sintonia com o universo. É quando tudo conspira a seu favor. Bom mesmo, é fechar os olhos e se sentir leve. Bom mesmo, é estar em paz.

– Ana Letícia Brederodes –

MULHERES DE CULHÕES

Eu faço parte do grupo de mulheres que tem culhões.

Sim, porque existem mulheres da espécie macho. Daquelas que falam muito, alto e sem filtro. Daquelas que não ligam pra rótulos, protocolos ou frescuras. Mulher macho quer e faz. Sente e fala. Se o cabra interessa, ela vai lá, na vera!

Quando o assunto é só sexo com pitada de poesia…vamos nessa? E, se a investida da noite for um insucesso…foda-se!!!! Amanhã é um novo dia. Porque com ela esse negócio de passar vontade não existe.

Mulheres de culhões trocam o pneu do carro, botijão de água e consertam liquidificadores. Não ligam a mínima se o cara abre a porta do carro pra elas (melhor que não o faça), não se importam se ele usa lacoste, não tão nem aí se ele bebe o vinho da safra de mil novecentos e bolinha com um leve aroma de não se sabe o quê… pelo amor de Deus, faça-me o favor!!!!!

Mulher macho prefere o cheiro da pele dele, de preferência, nua. Deita com ele de papo pra cima na areia da praia olhando a lua, enquanto toma uma gelada. Mulher macho, sim senhor. Mas, nem por isso menos mulher… linda, cheirosa, sarada (e porque não?), inteligente, voraz, bem-resolvida, apesar dos pesares… porque não é fácil carregar bolas entre as pernas. E os homens, minha gente, não suportam concorrência!!!!!!!!!!!!!!!

– Ana Letícia Brederodes –

A saudade dos olhos…

Às vezes, tudo o que a gente precisa é matar a saudade dos olhos. Quando já não cabe mais o toque, o tom, a voz. Quando o corpo ainda quer, as mãos ainda sentem e a boca ainda saliva… mas, ainda assim, a razão diz que não. Quando não há música, fotografia, aquela camisa dele que ficou, a lembrança mais doce dos dias de sol… quando nada disso faz desacelerar o coração que bate incansavelmente ao simples recordar… é nessa hora que os olhos sangram. Sim, porque o coração já sangrou faz tempo. A saudade dos olhos é, cima de tudo, pura, casta. É uma vontade incontrolável de apenas ver. Ver de longe, por entre brechas. É, por instantes, sentir de novo. Reviver. A saudade dos olhos talvez seja a saudade da alma, que não precisa de um meio físico pra sanar. Talvez seja apenas energia. Recarga. O que de verdade se sente é um sossegar embriagante. Uma entorpecência eufórica. Os olhos buscam alimento pra alma. A alma parece aquietar-se dentro do corpo. O corpo obedece à razão… mas o coração… ah, esse, involuntariamente, não! Porque o que os olhos veem, o coração, pesarosamente, sente.

– Ana Letícia Brederodes –

 

” E, maravilhada com aquele imenso roseiral, um rosa pequena e tão, aparentemente, igual às outras me despertou a atenção. Fui lá buscá-la pra mim. Não pude arrancá-la. Ela tinha espinhos graúdos e muito fortes. Machucou-me os dedos. Feriu-me a pele. Entendi. Entendi que aquele roseiral jamais teria a mesma beleza se lhe faltasse uma rosa. Voltei a debruçar-me na janela. As pontas de meus dedos estavam doloridas. Mas ela continuava lá. Dançando com o vento, emprestando sua beleza. E, mesmo de longe, era ela, só ela que me enchia os olhos. Era só ela que exalava perfume. Escolhi aquela rosa e agora ela era minha. Intocavelmente minha…”

– Ana Letícia Brederodes –


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